
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, convidou o primeiro-ministro português, José Sócrates, a ficar instalado no Kremlin, durante a sua visita oficial entre 27 e 29 de Maio, disse hoje à agência Lusa fonte diplomática.
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"Trata-se de um gesto inédito de cortesia da parte do presidente russo porque, no Kremlin, apenas ficam alojados os chefes de Estado - e nem todos", acrescentou a mesma fonte.
Enquanto primeiro-ministro, José Sócrates encontrou-se já com o presidente russo em 2005, em Moscovo, durante as celebrações dos 50 anos da vitória dos Aliados na II Guerra Mundial.
Durante os três dias de visita oficial à Rússia, em que apenas estará na capital do país, o primeiro-ministro português far-se-á acompanhar por vários membros do Governo e por uma comitiva de empresários, em que o maior peso é de investidores do sector da construção civil. "As cidades russas são muito antigas e têm muitos edifícios degradados.
Vamos apostar em força no sector dos materiais de construção", declarou fonte do Executivo.
A deslocação do primeiro-ministro, a convite do chefe de Estado russo, Vladimir Putin, "insere-se na estratégia de diálogo com as potências emergentes em termos económicos", casos do Brasil, Rússia, Índia e China.
Com estas deslocações, o Governo português diz pretender "dinamizar de forma mais intensa as relações bilaterais nos campos económico, político e comercial" com países que têm registado elevadas taxas de crescimento económico, oferecendo às empresas nacionais potencialidades de penetração em novos mercados, assim como a possibilidade de captação de novos investimentos.
A presidência portuguesa da União Europeia, a partir de Julho, será outro dos pontos na agenda de José Sócrates. Neste ponto, segundo o Executivo de Lisboa, destaca-se a preparação da cimeira entre União Europeia e Rússia prevista para Outubro em Portugal, "na qual se pretende aprofundar a parceria estratégica europeia com a Rússia".
Durante a guerra civil espanhola, como enviado do “Diário de Lisboa”, foi o primeiro jornalista a denunciar ao mundo o episódio que ficou conhecido como a “matança de Badajoz”, onde centenas de republicanos foram fuzilados pelas tropas franquistas.
Até 1982, presidiu à Comissão do Livro Branco do Ministério dos Negócios Estrangeiros, cargo que abandonou por ter atingido o limite de idade. No V Governo Constitucional foi Secretário de Estado da Emigração.