
José Sócrates chega esta noite a Moscovo para tentar relançar as relações bilaterais entre Portugal e Rússia. Depois do Brasil e da China, o primeiro-ministro volta a apostar num dos mercados mais promissores do mundo, faltando-lhe apenas deslocar-se à Índia para encerrar o circuito das chamadas economias emergentes.
Se tudo correr bem, o primeiro-ministro e os empresários portugueses que o acompanham regressarão de Moscovo com vários contratos e alguns acordos assinados na bagagem.
Mas o que leva a Rússia a distinguir o primeiro-ministro de Portugal e a reservar-lhe um tratamento de chefe de Estado, instalando-o no Kremlin, é o facto de Sócrates se estar a preparar para assumir a presidência da União Europeia no segundo semestre deste ano, sucedendo à chanceler alemã Angela Merkel, com quem Sócrates preparou esta visita. Tanto Berlim como Lisboa sabem que o futuro imediato das relações entre a UE e a Rússia depende do que vier a suceder nos próximos seis meses.
Se tudo correr bem, UE e Rússia poderão aproveitar a cimeira de Outubro para fechar o conteúdo de um novo tratado e chegar a um acordo em matérias como o Kosovo ou a energia. Caso contrário, a pasta terá de ser passada à Eslovénia.