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50 meios aéreos em combate aos incêndios florestais

O ministro da Administração Interna, Rui Pereira, afirmou hoje em Moscovo que vão estar disponíveis em fases diferentes do próximo Verão 50 meios aéreos para o combate a incêndios florestais, número que disse ser o maior de sempre.

Primeiro Ministro, José Sócrates, cumprimenta  pilotos portugueses que se encontram na Rússia, a ter formação para tripularem  helicópteros Kamov-32, destinados ao combate a fogos florestais
Primeiro Ministro, José Sócrates, cumprimenta pilotos portugueses que se encontram na Rússia, a ter formação para tripularem helicópteros Kamov-32, destinados ao combate a fogos florestais. Foto: Ricardo Oliveira / GPM
Primeiro Ministro, acompanhado pelo ministro Rui Pereira, no aeroporto de Ramenskoe, onde assistiram à apresentação dos   helicópteros  Kamov-32
Primeiro Ministro, acompanhado pelo ministro Rui Pereira, no aeroporto de Ramenskoe, onde assistiram à apresentação dos helicópteros Kamov-32. Foto: Ricardo Oliveira / GPM

As afirmações de Rui Pereira foram feitas na apresentação do helicóptero pesado Kamov-32 - modelo de que o Estado Português adquiriu seis unidades -, no aeroporto de Ramenskoe, a cerca de 100 quilómetros de Moscovo, numa sessão em que esteve presente o primeiro-ministro, José Sócrates.

Na sessão, foi apenas mostrado à comitiva portuguesa o helicóptero de testes que está a servir para treino dos 14 pilotos portugueses em estágio na Rússia (oito do exército e seis civis), mas os seis aparelhos Kamov que chegarão em breve a Portugal terão a cor amarela, com uma lista laranja.

Numa breve intervenção, o novo ministro da Administração Interna elogiou o trabalho do seu antecessor na pasta, António Costa, agora candidato pelo PS a presidente da Câmara de Lisboa.

Rui Pereira garantiu que Portugal "terá 50 meios aéreos para o combate a incêndios florestais - o maior número de sempre".

"Optou-se por celebrar contratos plurianuais, entre dois e três anos, para alugar meios aéreos. Além dos contratos de aluguer, tendo em conta a importância destes meios, também adquirimos dez helicópteros (seis pesados e quatro ligeiros) por razões de racionalidade económica e para não dependermos de terceiros", justificou o titular da pasta da Administração Interna.

Segundo Rui Pereira, os seis helicópteros Kamov "já provaram em várias partes do mundo a sua eficácia no combate aos incêndios".

"A Empresa de Meios Aéreos (EMA) vai também ter um papel importante em relação á gestão da frota de meios próprios que o Estado Português terá para combater os incêndios", acrescentou.

Em relação ao calendário para o começo das operações com os novos helicópteros, o titular da pasta da Administração Interna adiantou que, "para se precaver qualquer percalço em termos de prazos, em casos de atrasos ou incumprimento, haverá a possibilidade de se alugar por um mês, por ajuste directo, meios de substituição".

O ministro referia-se à decisão, conhecida sexta-feira, de fazer um ajuste directo, em 24 horas, para aluguer de helicópteros, uma vez que o fornecedor contratado manifestou indisponibilidade para fazer a entrega a tempo das unidades.

"Vamos ter seis helicópteros pesados e quatro ligeiros a somar aos 40 que vamos alugar. Nunca houve tantos meios para combater os incêndios", frisou o ministro da Administração Interna.

No entanto, Rui Pereira referiu que a ambição do Governo "será sempre ter mais meios".

"Nunca antes houve tanta programação plurianual em termos de meios aéreos e um esforço tão grande como o que o Estado Português está a fazer".

28/05/2007 | Rui Pereira, Lusa

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Sabia que...

Sabia que o jornalista, escritor e diplomata, Dr. Mário Neves, foi o primeiro embaixador de Portugal em Moscovo, logo após o 25 de Abril de 1974., lugar que ocupou até 1977.

Durante a guerra civil espanhola, como enviado do “Diário de Lisboa”, foi o primeiro jornalista a denunciar ao mundo o episódio que ficou conhecido como a “matança de Badajoz”, onde centenas de republicanos foram fuzilados pelas tropas franquistas.

Até 1982, presidiu à Comissão do Livro Branco do Ministério dos Negócios Estrangeiros, cargo que abandonou por ter atingido o limite de idade. No V Governo Constitucional foi Secretário de Estado da Emigração.

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